Banco Central realiza liquidação histórica da SCD Dank Sociedade de Crédito Direto

SCDs oferecem serviços de análise de crédito, cobrança e emissão de moeda eletrônica, formalizadas em 2018; Dank possui passivo de R$ 45 milhões.

11/03/2026 15:00

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(Imagem de reprodução da internet).

Banco Central Liquida Fintech Dank Sociedade de Crédito Direto

Nesta quarta-feira, 11 de março, o Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial da fintech Dank Sociedade de Crédito Direto. Esta é a primeira intervenção do BC em uma SCD, modelo de negócio que foi regulamentado pela autarquia em 2018. A Dank obteve autorização para operar em 2022 e faz parte do segmento S5, conforme informações disponíveis no site da Autoridade Monetária.

Operações e Serviços da Dank

As SCDs, como a Dank, realizam operações de crédito exclusivamente com recursos próprios por meio de plataformas eletrônicas. Além disso, elas podem oferecer serviços como análise de crédito para terceiros, cobrança de dívidas, distribuição de seguros relacionados às operações de crédito e emissão de moeda eletrônica.

Dados Financeiros da Dank

Até setembro de 2025, último dado disponível, a Dank apresentava um passivo total de aproximadamente R$ 45 milhões, patrimônio líquido de R$ 975 mil e um prejuízo líquido de R$ 1,355 milhão, conforme informações do IFData.

Identidade e Serviços da Empresa

A empresa se apresenta nas redes sociais como Dank Bank, embora não possua licença bancária. Em seu site, a fintech oferece serviços de emissão de Cédulas de Crédito Bancário (CCB), crédito consignado, Bank as a Service (BaaS) e fiança bancária.

Motivos da Liquidação e Consequências

A liquidação foi determinada pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, devido ao “grave comprometimento da situação econômico-financeira” da instituição e a “graves violações às normas legais” que regem suas atividades. O BC designou a Faccio Administrações Ltda, sob a responsabilidade de Valdor Faccio, como liquidante da fintech.

Além disso, o Banco Central tornou indisponíveis os bens do controlador Alcir Vidau Oldenburg e dos ex-administradores Ana Paula Bueno Cavalcante, Cláudio Roberto Alves e Thiago Coelho Przywitowski, em decorrência da liquidação.

Fonte por: Convergencia Digital

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